
Ante a Forca
O papel a carne e a caneta faca
Deslizando levemente sob anatomia
Quase desconhecida
É um acordo que eu tenho
Com Deus e com o Diabo
Pelo que ouvi dizer do purgatório
Este seria o melhor lugar para mim
Ah... Quem ouvisse minha voz
Diria de mim que perdi a cabeça
Que digam, mas que me escutem.
Ante Deus
Hoje não quero falar de um grande amor
De chegadas ou partidas
Não quero falar palavras vazias
Repetições e nostalgias...
E assim que os olhos põem
Em mim o tratado de encerra
Hão de dizer que em mim fui eu, sempre,
Nesse chão cárcere minhas últimas palavras
Compõem-se e se decompõem
Diriam de mim, lá se foi mais um louco,
Ririam de mim, a morte pra mim é pouco.
Ante o próprio Corpo
Confabulam, se misturam ao redor de um corvo morto
Murmuradores nocivos com seus véus e terços
Cuidadosos com suas línguas de ponta de lança
Afinal de morto não se fala mal, ética social,
Ah, mas por dentro pedras e aleivosias...
Sempre há quem dê ouvidos ao mentir
Quando para os bons serei inferno e fogo
E para os maus paz e paraíso
Mas se serei eu o que dizem
Como serei eu o que sou?
Ante os Amigos
Respondo: deixem dizer os malditos
Nunca se tem entrada para todos no circo
Nem toda terra que piso aponta caminho prometido
Ventura todos dizem que é preciso
Mas com a verdade são poucos a marcar batismo
Não entregarei o meu silêncio
As rédeas dos que se dizem Barões
Se eles pecam pelo desejo de manter corrompido
Todos os magros espíritos alheios
Morrerei pelo lampejo de ver acesa
A ultima luz de um lampião esquecido.
Ante os Inimigos
Sua mentira mastigada entre os caninos
São que em tudo que digo me amparo
De nobre verdade e de fieis amigos
Por minha desventura pode estar minha vida
Repleta de abismos e sonhos banidos
Mas não culpo a carroça pelo erro do animal
Então meus caros Nobres deste quintal
Como querem que haja dentro deles
Fé, esperança ou sorriso festivo...
Como falei a pouco ali bem atrás
Sua verdade apareceu de braços cruzados e fugidos
Gerando espinhos de dor e espíritos submissos.
Ante o Diabo
Antes de ir-me a morte um ultimo aviso:
Levantarão eles um dia para sangrar seu trono
Sem se importar irão todos os seus enforcar
Ladrões, assassinos e vossos meninos...
Pois abaixo de tantos mandos e desmandos
Escondem-se fezes venenosas e mal cheirosas
Não importará a eles seus corpos mortos
Ou o quanto Deus se sentirá ofendido
Servirão apenas para dar-lhes motivo
De único e verdadeiro sabor de ódio possuído.
Ante mim
Sendo, descansará aqui a paz.
Foto por Bart
O papel a carne e a caneta faca
Deslizando levemente sob anatomia
Quase desconhecida
É um acordo que eu tenho
Com Deus e com o Diabo
Pelo que ouvi dizer do purgatório
Este seria o melhor lugar para mim
Ah... Quem ouvisse minha voz
Diria de mim que perdi a cabeça
Que digam, mas que me escutem.
Ante Deus
Hoje não quero falar de um grande amor
De chegadas ou partidas
Não quero falar palavras vazias
Repetições e nostalgias...
E assim que os olhos põem
Em mim o tratado de encerra
Hão de dizer que em mim fui eu, sempre,
Nesse chão cárcere minhas últimas palavras
Compõem-se e se decompõem
Diriam de mim, lá se foi mais um louco,
Ririam de mim, a morte pra mim é pouco.
Ante o próprio Corpo
Confabulam, se misturam ao redor de um corvo morto
Murmuradores nocivos com seus véus e terços
Cuidadosos com suas línguas de ponta de lança
Afinal de morto não se fala mal, ética social,
Ah, mas por dentro pedras e aleivosias...
Sempre há quem dê ouvidos ao mentir
Quando para os bons serei inferno e fogo
E para os maus paz e paraíso
Mas se serei eu o que dizem
Como serei eu o que sou?
Ante os Amigos
Respondo: deixem dizer os malditos
Nunca se tem entrada para todos no circo
Nem toda terra que piso aponta caminho prometido
Ventura todos dizem que é preciso
Mas com a verdade são poucos a marcar batismo
Não entregarei o meu silêncio
As rédeas dos que se dizem Barões
Se eles pecam pelo desejo de manter corrompido
Todos os magros espíritos alheios
Morrerei pelo lampejo de ver acesa
A ultima luz de um lampião esquecido.
Ante os Inimigos
Sua mentira mastigada entre os caninos
São que em tudo que digo me amparo
De nobre verdade e de fieis amigos
Por minha desventura pode estar minha vida
Repleta de abismos e sonhos banidos
Mas não culpo a carroça pelo erro do animal
Então meus caros Nobres deste quintal
Como querem que haja dentro deles
Fé, esperança ou sorriso festivo...
Como falei a pouco ali bem atrás
Sua verdade apareceu de braços cruzados e fugidos
Gerando espinhos de dor e espíritos submissos.
Ante o Diabo
Antes de ir-me a morte um ultimo aviso:
Levantarão eles um dia para sangrar seu trono
Sem se importar irão todos os seus enforcar
Ladrões, assassinos e vossos meninos...
Pois abaixo de tantos mandos e desmandos
Escondem-se fezes venenosas e mal cheirosas
Não importará a eles seus corpos mortos
Ou o quanto Deus se sentirá ofendido
Servirão apenas para dar-lhes motivo
De único e verdadeiro sabor de ódio possuído.
Ante mim
Sendo, descansará aqui a paz.
Foto por Bart