
Pensei em acordar e viajar
Passar por esse tempo mesquinho
De homens e máquinas a produzir
Cascas humanas enferrujadas e amargas.
Se me lembro do meu tempo infante
Lembro de tudo mais leve, mesmo
Naqueles que barba e bigode escondia
Existia gesto e olhar assim, feito poesia.
E agora que brinquedo inventar
Para elevar ao sonho tantos inumanos?
Produzirá a tecnologia de hoje
Invento que possa o humor modificar?
Sinto, cada qual terá que o seu criar,
Não há fábrica ou Deus que o faça.
Aonde comprar, como pagar,
Por um brinquedo que não tem preço.
E chama-se simplesmente alegria!
Foto por Mariana Vasconcellos