
Como é difícil sorrir quando a dor é aqui
Não é raro ver ao lado à vontade ceder,
É preciso muito mais que razão
Não se engana um arranhado coração,
Pelo vão de uma boca se alcança a forca
Desaparece a força de levantar e seguir,
Sei de tudo, sei da intenção de mentir,
Mas sei que é assim, que dói assim
Feito espinho apertado com a mão
Sei, sangra, sangra em mim,
Mas toda dor tem sua cura
Não só com espera se desfaz,
Fez-se mar minha rua, fez-se perder os dois,
Eu sigo, levo o nó, vou pelo mar, e vou só.
Foto por Zé Pedro